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quarta-feira, 23 de maio de 2012

VIOLÊNCIA ESTRUTURAL




Para entender o que é violência estrutural é necessário antes saber a diferença entre ÉTICA e MORAL que são palavras que se confundem no sentido, mas é o que “rege” toda a compreensão sobre o tema.
ÉTICA - Vem do grego “ethos” que significa modo de ser.
MORAL - Tem sua origem no latim, que vem de “mores”, significando costumes.
A confusão no entendimento pode se esclarecer sabendo-se que Moral é um conjunto de normas que regulam o comportamento do homem em sociedade, e estas normas são adquiridas pela educação, pela tradição e pelo cotidiano. Durkheim[1] explicava Moral como a “ciência dos costumes”, sendo algo anterior a própria sociedade. A Moral tem caráter obrigatório.
Ética é definida por  Motta (1984)[2] como um “conjunto de valores que orientam o comportamento do homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, outrossim, o bem-estar social”, ou seja, Ética é a forma que o homem deve se comportar no seu meio social.
Vásquez[3] aponta que a Ética é teórica e reflexiva, enquanto a Moral é eminentemente prática. Uma completa a outra, havendo um inter-relacionamento entre ambas, pois na ação humana, o conhecer e o agir são indissociáveis.
A Moral sempre existiu, pois todo ser humano possui a consciência Moral que o leva a distinguir o bem do mal no contexto em que vive. Surgindo realmente quando o homem passou a fazer parte de agrupamentos, isto é, surgiu nas sociedades primitivas, nas primeiras tribos. A Ética teria surgido com Sócrates[4], pois se exigi maior grau de cultura. Ela investiga e explica as normas morais, pois leva o homem a agir não só por tradição, educação ou hábito, mas principalmente por convicção e inteligência.

A violência estrutural diz respeito  a aspectos como a concentração de rendimentos e riqueza, a falta de acesso a direitos políticos e sociais (como bens e serviços) para amplos segmentos da sociedade, ao desemprego estrutural, massivo e crônico. A distância que existe entre a Justiça e, mais uma vez, as mesmas classes ou camadas de população mais fracas, empobrecidas e vítimas de uma estrutura brutalmente desigual.


Transporte

Essa produção de desigualdade na sociedade é o ponto essencial para a constituição da  violência estrutural: Nós “fabricamos” múltiplas formas de desigualdades, inclusive da violência criminal.
Não necessariamente a violência estrutural deva ser a base para as demais formas de violência, mas violência socioeconômica, de gênero, étnica, contra crianças, contra idosos e outras levam a entender que más condições de vida  propiciam a marginalização dos seus habitantes, transportes públicos lotados e mal organizados, falta de empregos ou empregos precários, anonimato e isolamento, são só alguns exemplos de situações “violentas” e vivenciadas como violência, que resultam em indivíduos excluídos e marginalizados e que perdem o seu sentido de humanidade num mundo que não as acolhe, não as valoriza, nem as promove. Essas são vítimas da violência estrutural.

 Saneamento básico


http://semanapaz2009.blogspot.com.br/2009/03/violencia-estrutural-ou-violencia-do.html 

[1] Émile Durkheim – Fundador da Sociologia
[2] MOTTA, Nair de Souza. Ética e vida profissional. Rio de Janeiro: Âmbito Cultural, 1984
[3] Adolfo Sánchez Vázquez - Filósofo, professor e escritor espanhol.
[4] Sócrates - Filosofo grego, s nasceu em Atenas no ano de 470 a.C.

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